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AIRBNB: UMA NOVA EXPERIÊNCIA

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Precisa de um dinheiro a mais no final do mês e tem um imóvel vazio? Investir em aluguel pode ser uma boa alternativa. Você abre as portas da sua casa ou apartamento extra, para que outras pessoas façam dela seu lar, seja por anos, ou apenas uma temporada de férias. Uma transação sem muito contato, normalmente apenas para resolver assuntos relacionados a nova morada.

Mas, e se ao invés de oferecer um apartamento todo, você pudesse locar apenas um quarto? Dentro da sua casa mesmo, delimitando quais espaços você gostaria de compartilhar. E ainda melhor, se no lugar de um contato rápido com os anfitriões, você pudesse ter um maior tempo de convivência, trocar histórias e experiências, aproveitando a possibilidade de vivenciar o estilo local? Essas são algumas das muitas propostas apresentadas pelo Airbnb, uma plataforma que liga pessoas que desejam anunciar seu espaço para hospedagem a viajantes pelo mundo atrás de estadia.

“Air” vem do colchão inflável, “bnb” é uma referencia a “bed and breakfast” um tipo de hospedagem onde as pessoas recebem viajantes em seu próprio lar. Uma junção simples e cheia de significado que transmite perfeitamente a proposta da plataforma, transformar qualquer espaço vazio em uma possibilidade. O Airbnb é mais que um site/aplicativo voltado para alugueis, a ideia central é proporcionar ao usuário uma experiência diferenciada.

Inicialmente a ideia foi vista com um certo ceticismo por muitos investidores. Eles alegavam que ninguém aceitaria estranhos em suas casas e, em consequência disso, a empresa não teria retorno financeiro. Essa rejeição por parte do mercado até poderia ter acontecido, se não fosse um fator crucial: a crise financeira global de 2008. Em tempo de incerteza econômica é preciso buscar novas possibilidades, a alta do desemprego fez com as pessoas vissem a economia compartilhada e colaborativa como uma possível fonte de renda.

Plataformas como o Airbnb e o Uber (empresa de caronas remuneradas, criada em 2009) são criações deste tipo de economia, que apresenta um novo modo de fazer negócio. Totalmente digitais, as empresas estabelecem uma linha direta entre consumidor e fornecedor, oferecendo serviços personalizados por um preço mais acessível que o tradicional. Essa nova proposta é vantajosa para todos os lados, quem anuncia consegue garantir uma entrada a mais naquele mês, e quem consome aproveita preços mais baixos e ainda tem a oportunidade de se sentir “em casa” em qualquer canto do mundo.

Um exemplo prático disso é a experiência da designer de moda Germana Lópes (24), que devido a profissão está sempre viajando. Ao conhecer o Airbnb ela viu que era possível se beneficiar dessas temporadas fora “Percebi que meu apartamento ficava vago por um bom tempo, então poderia ser uma boa ideia. Dessa maneira eu ia conseguir até pagar a minha hospedagem em outras cidades com o dinheiro ganho no aluguel”. Após o primeiro hóspede, ela não parou mais e, inclusive, teve até a oportunidade de estar na posição de hóspede, alugando apartamentos em algumas das viagens realizadas.

Assim como Germana, a revisora e estudante de direito Bárbara Vanzella (29) só tem boas histórias sobre sua experiência com o aplicativo. Ela conheceu a plataforma por meio de uma amiga que estava alugando um quarto de seu apartamento e adorando. Com isso, Bárbara pensou, “Por que não?” e também colocou seu imóvel para locação. No mesmo dia já estava feita a reserva para os primeiros hóspedes argentinos. Em apenas um mês já passaram paulistas, paraguaios, chinelos e argentinos, todos com ótimas histórias e novas visões de mundo a serem compartilhadas.

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Mesmo colecionando apenas experiências positivas, a estudante ressalta que é preciso analisar bem cada candidato antes de aceitá-lo como hospede. “Há sempre um risco, como em qualquer aluguel. Por isso é preciso realizar com cuidado as configurações do anúncio, conversar antes de liberar a reserva para ver se realmente eles se encaixam no perfil de sua preferência. Outro passo importante é se informar bem sobre os seguros oferecidos ao anfitrião pelo Airbnb caso algo aconteça”.

Um ponto extremamente prezado pelo site é a segurança, ao realizar o cadastro hóspede e anfitrião precisam confirmar suas identificações conectando-se ás suas redes sociais e escaneando seus documentos. Quando o assunto é dinheiro, cada pagamento acontece via site, garantindo que todas as transações sejam realizadas corretamente. E se algo vier a acontecer, o Airbnb conta com um seguro de R$ 3 milhões como garantia ao anfitrião.

A fisioterapeuta Joyce Schutz, (38) começou a anunciar seu apartamento por indicação de uma aluna. Ela, que nunca foi muito ligada à tecnologia, gostou do site justamente por sua facilidade de acesso e pela atenção com que a equipe Airbnb trata seus usuários. “Eles tiram todas as nossas dúvidas, a gente liga pra lá e eles sempre tentam ajudar da melhor forma, ainda encaminham um e-mail sobre a conversa. Na hora do pagamento também foi tudo muito certinho, eles avisam a data, a chegada dos hóspedes, é bem organizado. Eu estou muito satisfeita” conta Joyce que usa da plataforma para ter uma renda extra e viajar.

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Tantos detalhes refletem a maneira com que o aplicativo foi cuidadosamente pensado, buscando total satisfação de cada usuário. Atualmente já passaram pelo site mais de
60 milhões de hóspedes e estão cadastradas mais de 2 milhões de acomodações em mais de 35 mil cidades em 190 países pelo mundo. Números vertiginosos para uma empresa que ainda nem se quer completou uma década.

Com dados tão positivos vindos de uma plataforma especializada em alugueis é difícil não pensar qual o posicionamento das Agencias Imobiliárias em relação a essa inovação. De acordo com o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Santa Catarina (CREDCI) – 11ª Região, Carlos Josué Beims, o trabalho do corretor de imóveis ainda é de extrema importância, já que se trata de um profissional com amplo conhecimento para realizar a intermediação em um negócio imobiliário e pronto para compreender cada necessidade de seu cliente. A segurança também é ressaltada; quando a negociação acontece através de um corretor, ele realiza uma triagem dos clientes interessados no imóvel afim de excluir farsantes e denunciá-los.

Outro setor diretamente afetado pela popularidade do Airbnb é o setor Hoteleiro, que vai precisar se adaptar com a atual realidade, passando por um momento de reinvenção. Segundo números liberados pela Associação de Hotéis de Nova York em 2015, o mercado tradicional de hospedagem perdeu cerca de US$ 2,1 bilhões em receita gerada por outros serviços de hospedagem.

O Airbnb está conquistando cada vez mais espaço no mercado e promete investir continuamente em expansão de acordo com o Gerente de Marketing Airbnb no Brasil Samuel Soares. Atualmente são mais de 47 mil anúncios em todo o país, em mais de 670 cidades e 22 estados. Inclusive, uma das cinco cidades do mundo com mais oferta e procura da plataforma é o Rio de Janeiro. Santa Catarina também apresenta um bom número de reservas – em julho de 2015, passava de 2.500.

A intenção da plataforma é ajudar as pessoas a abrirem suas casas para o mundo e fazer com que elas se sintam em casa em qualquer lugar. Para que isso seja possível, é realizado um processo de adaptação em todos os países em que está presente. Um exemplo disso é que os clientes brasileiros podem comprar com meios de pagamentos locais, como cartões de crédito, boletos e parcelamento. Detalhes básicos que fazem toda a diferença e facilitam as transações para o usuário.

O aplicativo está ajudando a difundir a cultura da economia compartilhada, onde a experiência é muito mais valorizada que a posse. Está conectando pessoas por todo o mundo, possibilitando trocas de experiências e culturas por um valor acessível em um formato único. Uma empresa de apenas seis anos que promete ampliar seus horizontes e contribuir para que o outro lado do mundo, realmente seja logo ali.

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