Imagine uma pista de dança, no mais perfeito estilo dancin' days, no futuro, cheia de cores deliciosas em formas e volumes estranhos e ao mesmo tempo desejados. Foi isso que apareceu na passarela da Balenciaga de inverno 2010/2011. Já na campanha se percebe um cenário avermelhado que logo leva o expectador a outro mundo, repleto de imaginação e fantasias que se tornam realidade.
Claramente, a força da coleção teve menor impacto na campanha, que não deixa de ser intrigante e de um colorido incrível. O time de modelos, fotografado por Steven Meisel, é bem eclético, tem nomes como Eliza Cummings, Freja Beha Erichsen, Julija Stepanoviciute, Karen Elson, Mirte Maas e Stella Tennant. Com uma mistura de materiais cada vez mais intensa, Nicolas Ghesquière utiliza embalagens e caixas de alimentos, madeira compensada, espuma sintética e sacos de dormir para a construção da coleção. É com essa nova visão que a grife Balenciaga segue uma idéia meio cibernética da alta-costura que não perde o toque das mãos em cada detalhe.
A cintura pode ser marcada, solta ou puro volume. As calças skiny se transformam em uma blusa ao serem abertas por um zíper, que modifica a idéia de silhueta, e pode ser quebrada a qualquer momento. Entre as lindas cores e estampas geométricas, silhueta rígida e pêlos que dão volume à cintura, os pés chamam a atenção, pois neles um objeto traduz a mistura de tudo o que Ghesquière traz de inovador, os sapatos.
E isso é algo que nenhum computador é capaz de fazer, criar e inovar, Ghesquière transmite isso com grande visão e extrema clareza de percepção.