Entrevista: Botânico colheita criativa

Semana passada tivemos a oportunidade de conhecer um novo lugar em Florianópolis que nos chamou muito a atenção, além de ter sido praticamente amor à primeira vista. Sim, fomos encantados por esse lugar especial localizado no Rio Tavares. Nossa experiência foi única, e além de nos apaixonarmos pela culinária, fomos envolvidas pela atmosfera do local. No dia que estávamos lá fomos surpreendidos por uma apresentação lindíssima de dança que alimentou nossos olhos e nossa alma. Conversamos um pouco com os idealizadores desse local e vamos compartilhar um pouco com vocês.

O Botânico nasceu da vontade de aliar alimentação saudável a consciência sustentável. Idealizado por um casal lindo, ELE : Lucas Sandim, gaúcho apaixonado por culinária, arte, esportes e novos desafios, que após morar em Sydney e Rio de Janeiro, resolveu unir o lifestyle que sempre quis ao conceito que sempre acreditou: O Botânico. E ELA : Kim Rebourg Francesa, nascida em Lyon, morou na Provence , na Côte d’azur , no sudoeste da França e no Tahiti. Isso tudo antes de conhecer o Brasil, é claro, e foi aqui que ela se apaixonou e decidiu alinhar suas paixões: flores e  gastronomia.

O mais bacana é que eles são a essência do local e cuidam de tudo nos mínimos detalhes, eles dão vida as cores do local. Poderíamos conversar com a Kim sobre as flores por horas, e ainda saímos de lá com belo bouquet de flores. O Lucas dá atenção a todos e explica como tudo foi idealizado. Sabe quando vemos paixão num local, então esse é o Botânico.
Eles traduzem o Botânico como um restaurante de comida saudável de verdade, floricultura e presentes sustentáveis. Prezam por alimentos frescos, de origem local, provenientes de agricultura familiar orgânica. Os alimentos de procedência comprovadas tornam as receitas singulares com aromas e sabores únicos inspiradas nas experiências do casal pelo mundo.
Seus valores estão baseados em: Comida Local, Respeito, Consciência e Gentileza, e é isso que vivenciamos por lá. Como eles mesmos falam, nada nos realiza mais que um grande sorriso.
O Local se dividem em:

1) O Restaurante: Nesse eles trabalham com um menu sazonal, oferecendo aos clientes o que tem de mais fresco possível na estação, pois eles creditam que quanto mais nos aproximamos da fazenda, mais frescos são os alimentos, por isso servem produtos orgânicos ou puros (sem agrotóxicos). Lá você pode almoçar, lanchar e muito em breve fazer um happy hour com opções veganas, vegetarianos, raw e kids.

2) O Bar: Durante o dia; sucos fresquinhos, smoothies, açaí e lattes cheios de cores e sabor. Durante o Happy Hour o bar se transforma para servir drinks orgânicos e jarras
de clericots, tudo sazonal é claro.

3) As Flores: Eles não são uma floricultura tradicional e suas inspirações vem da natureza, da sua poesia, da sua perfeição e das lembranças que ela remete. Kim fala: Gostamos que os arranjos pareçam recém colhidos e buscamos valorizar a personalidade de uma flor, seu movimento e sua textura. Isso se traduz nas composições autenticas e orgânicas, levemente selvagem do Botânico. Para eles um arranjo de flor não é um simples enfeite para casa e sim um simbolismo de paixão e carinho. Prezam a colheita criativa e sua liberdade, seja você mesmo um artista.

Além disso tudo o mais bacana é que eles acreditam que com pequenas ações podemos sim impactar o mundo. Acreditam no movimento Slow e se dedicam para aproximar o cliente dessa nova realidade através de práticas sustentáveis. Dessa forma eles decidiram não usar plásticos descartáveis, incentivam os clientes a trazerem suas próprias embalagens, sempre que possível trabalham com embalagens retornáveis. E os presentes que encontramos por lá também são sustentáveis e escolhidos a dedo, através de uma curadoria cuidadosa do casal para mostrar o que o Brasil tem de melhor.
Tudo nesse local foi imagino e idealizados pelos dois, como eles mesmos dizem a quatro mãos. Formada em design de interiores na França Kim trouxe um pouco de suas origens, tanto na decoração, quanto na fachada, e até mesmo em alguns dos pratos. Já Lucas com sua bagagem de construção civil na Austrália e de administrador de restaurantes, colocou a mão na massa em toda obra além de criar um bar todo de lambe-lambe feito com artes da fauna e flora da américa do sul desenhada nos 1846 por um artista francês.

E tem mais, eles ainda responderam algumas das nossas perguntas exclusivas:

Revista Catarina: O que vocês acreditam que mais encanta os clientes quando eles chegam no Botânico?

As pessoas se sentem em casa, cada um vê um detalhe encantador ou algo que remete a uma lembrança. Nosso restaurante não é parecido com nenhum outro e no mesmo tempo remete a muitos lugares (muitos lugares e muitos países que visitamos!) Uma cliente lembrou a casa da vô com o cheiro do eucalipto, outra pessoa lembrou Bali ou a Austrália, outros lembram a França, cada um vê algo e lembra de alguma vivência. Mas o que mais marca as pessoas é o suporte com as plantas que desenhamos em cima do bar que não tem em nenhum outro lugar e encanta por ai.

Revista Catarina: Vimos que cada detalhe no Botânico é pensado e as experiências são únicas, como o público tem se relacionado com essa nova forma de alimentação?

Os que não eram desse mundo aceitam muito bem o conceito e tem tendência (inconscientemente) a reduzir o consumo de carnes e tem se alimentado de forma mais equilibrada sem nem reparar.
Muitas nutricionistas, pessoas de área de alimentação, praticante de esporte tal como o pessoal do Yoga come diariamente aqui e está adorando poder se alimentar com insumos orgânicos de verdade e apoiar a causa do meio ambiente.  Quem não era adepta está se tornando. E as pessoas estão adorando saber quem são as pessoas que por trás dos alimentos que elas comem.
Quanto a parte de sustentabilidade ela está sendo super bem aceita e atingimos gente que nunca pensamos que alcançaríamos. Ainda tem pessoas achando que somos estranhos por não vender agua em garrafas de plástico mas essa proporção é mínima

Revista Catarina:  Qual o prato que não posso deixar de escolher se fizer uma visita à vocês?

Por trabalhar com orgânicos e sazonais é dificil te dizer pois estamos em constante mudança de cardápio. Mas atualmente o queridinho está sendo o bowl de pinhão e o suco de
caqui que criamos uns dias atrás.

Revista Catarina: Vimos também que existem produtos de outras marcas no interior do restaurante, como é feita essa curadoria?

Eu e Lucas fazemos uma escolha de produtos e parceiros. Testamos pessoalmente os produtos antes de colocar em prateleiras! Tentamos trabalhar o máximo com produtos locais mas somos muito exigentes e por querermos quebrar preconceitos e mostrar que pode ser fácil ser sustentável escolhemos produtos com qualidade e preço! Nossos parceiros da Terral Natural (sabonetes naturais) por
exemplo são de SP eles trabalham com base orgânica, são incríveis (somos mais que viciados e usamos diariamente) tem 130g e um preço de 21R$ quando a maioria de 90g estão em torno de 29R$. Escolhemos começar nossa loja de presentes sustentáveis com itens ajudando a reduzir a produção de lixo diário e pretendemos ampliar para que mais e mais gente se interesse e entre nessa conosco! Temos contato pessoal com a maioria dos nossos fornecedores. Quase todos se tornaram amigos

Revista Catarina: Deixem um recado para os leitores da Catarina.

Queremos mostrar que se alimentar de forma saudável, ecologicamente e socialmente correta é algo possível. Busque sempre conhecer a procedência dos alimentos que vocês
comem e compre de quem faz! Beijão, Kim e Lucas

Ficaram curiosos, passa lá que garantimos uma experiência única. Nós aqui da redação pretendemos voltar em breve. O Botânico fica localizado no Multi Open Shopping Offices, na Rodovia Dr. Antônio Luiz, Moura Gonzaga, 3339, no Rio Tavares em Florianópolis.

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